Gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos.
Inovação e soluções tecnológicas para o campo.
Compartilhamento de ciência, pesquisa e experiências.
Produção responsável e cuidado com o meio ambiente.
Estratégias para mais rendimento e eficiência no campo.
Confira a programação completa dos dois dias de evento.
Ver programação →Conheça os especialistas confirmados para o simpósio.
Ver palestrantes →Participe de minicursos exclusivos com grandes especialistas.
Ver minicursos →Baixe o folder em PDF com a apresentação e a programação do simpósio.
Baixar PDF →Encontre o caminho para o Campus JK – UFVJM em Diamantina - MG.
Ver localização →O I Simpósio de Agricultura Irrigada no Vale do Jequitinhonha reúne pesquisadores, professores, estudantes e produtores para discutir o presente e o futuro da irrigação em uma das regiões mais desafiadoras do ponto de vista hídrico em Minas Gerais.
Ao longo de dois dias, o evento combina palestras técnico-científicas, mesas-redondas e uma sessão de pôsteres, cobrindo desde recursos hídricos e clima até fruticultura, cafeicultura e eficiência de projetos de irrigação.
Realização da UFVJM, com fomento da FAPEMIG.
Inteligência territorial e disponibilidade de água no Vale, com pesquisadores da UFV.
Mudanças climáticas regionais e monitoramento da irrigação por satélite.
Manejo da água, produtividade e tecnologias com EMBRAPA, UNIMONTES, UFVJM e Rivulis.
Uso de drones para projetos de irrigação e fertirrigação nas lavouras.
Confira os horários, palestras e mesas-redondas de cada dia do simpósio.
Recepção e credenciamento dos participantes, com entrega de, no mínimo, 1 kg de alimento não perecível (inscrição solidária).
Composição da mesa com representantes da UFVJM, instituições parceiras e coordenação. Apresentação dos objetivos e da programação geral.
Uso de dados espaciais, geotecnologias e inteligência territorial no planejamento e na expansão sustentável da irrigação.
Disponibilidade hídrica regional, gestão da água, aspectos legais e outorgas.
Discussão integrada dos temas da manhã, com participação dos palestrantes e do público.
Padrões climáticos regionais, cenários futuros e impactos sobre a irrigação e a segurança hídrica.
Apresentação oficial da Plataforma Clima UFVJM.
Aplicações práticas para monitoramento da irrigação, manejo da água e apoio à decisão.
Exposição e discussão de trabalhos de estudantes, pesquisadores e profissionais.
Recapitulação do dia anterior e apresentação da programação do dia.
Sistemas de irrigação aplicados ao café, manejo da água e ganhos de produtividade.
Sistemas de irrigação, manejo hídrico e potencial produtivo para o Vale.
Critérios técnicos de projeto, eficiência energética, uso racional da água e viabilidade econômica.
Apresentação dos produtos e das tecnologias Rivulis para irrigação localizada, com foco em soluções de gotejamento e microaspersão aplicadas a projetos de agricultura irrigada.
Síntese das discussões, considerações finais e agradecimentos.
Pesquisadores e profissionais de referência em irrigação, recursos hídricos e agricultura tropical.
Inteligência territorial aplicada à agricultura irrigada
Ver currículo →Recursos hídricos no Vale do Jequitinhonha
Ver currículo →Clima e mudanças climáticas na região
Ver currículo →Sensoriamento remoto na agricultura irrigada
Ver currículo →Cafeicultura irrigada
Ver currículo →Fruticultura irrigada
Ver currículo →Eficiência em projetos de irrigação / Fertirrigação
Ver currículo →Fertirrigação de precisão em sistemas irrigados
Ver currículo →Na sexta-feira, 04/12, às 14h, acontecem dois minicursos práticos em paralelo. Vagas limitadas.
Atividade prática sobre o uso de drones para monitoramento e apoio a projetos de irrigação.
Atividade prática sobre conceitos, técnicas e aplicação da fertirrigação em sistemas produtivos.
Estudantes, pesquisadores e profissionais podem submeter trabalhos técnico-científicos relacionados à agricultura irrigada para apresentação em pôster.
Os trabalhos submetidos para a sessão de pôsteres devem se enquadrar em uma das áreas temáticas abaixo.
Em breve.
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Auditório do Prédio da Reitoria — Diamantina, Minas Gerais
A instituição que sedia o I SAGRIVale nasceu de um sonho de interiorizar o ensino superior em Minas Gerais — e teve em Juscelino Kubitschek seu principal idealizador.
A história começa em setembro de 1953, quando Juscelino Kubitschek de Oliveira — então governador de Minas Gerais e diamantinense de nascimento — funda a Faculdade de Odontologia de Diamantina. Preocupado em levar desenvolvimento à sua terra natal, JK articulou a criação de uma escola de nível superior na região, com apoio do amigo e dentista Pedro Paulo Penido. O prédio-sede, inaugurado em 1955, foi projetado por Oscar Niemeyer, ainda no início de sua carreira.
Ao longo das décadas seguintes, a instituição se expandiu: virou Faculdade Federal de Odontologia em 1960, ganhou novos cursos e se tornou as Faculdades Federais Integradas de Diamantina (Fafeid) em 2002, já incluindo áreas como Agronomia, Zootecnia e Engenharia Florestal.
Em 8 de setembro de 2005, a Lei nº 11.173 transformou a Fafeid na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) — consolidando a interiorização do ensino superior público sonhada por JK e ampliando o alcance da instituição para uma nova região, o Vale do Mucuri.
Hoje a UFVJM está presente em cinco campi (Diamantina, Teófilo Otoni, Janaúba, Unaí e três fazendas experimentais), oferecendo cursos que vão de Agronomia e Medicina a Engenharias e Sistemas de Informação — prova de como aquele primeiro curso de Odontologia, com 15 alunos em 1954, se tornou motor de desenvolvimento para toda a região.
Da Faculdade de Odontologia de Diamantina à universidade multicampi de hoje.
Lei nº 11.173 transforma a Fafeid em Universidade Federal.
Diamantina, Teófilo Otoni, Janaúba, Unaí e três fazendas experimentais.
Mais de 10 mil estudantes de graduação e 1.500 de pós-graduação.
Antes de se tornar presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek já colocava em prática a mesma visão que marcaria seu governo: interiorizar o desenvolvimento. Ao fundar a Faculdade de Odontologia de Diamantina, JK deu à região do Vale do Jequitinhonha algo raro para a época — acesso ao ensino superior público, fora dos grandes centros. Sete décadas depois, é essa mesma instituição, hoje UFVJM, que recebe o I SAGRIVale para discutir o futuro da agricultura irrigada na região.
Esses cinco temas atravessam todas as discussões do I SAGRIVale — conheça como cada um deles se relaciona com a agricultura irrigada no Vale do Jequitinhonha.
A água é o recurso central de qualquer sistema de agricultura irrigada, especialmente em uma região com histórico de escassez hídrica como o Vale do Jequitinhonha. Uma gestão eficiente envolve conhecer a disponibilidade dos mananciais, respeitar a outorga de uso e adotar práticas que evitem o desperdício. Sistemas bem dimensionados garantem que a água chegue às plantas na quantidade e no momento certos, reduzindo perdas por evaporação e escoamento. O monitoramento contínuo da umidade do solo e do clima permite ajustar a lâmina de irrigação às reais necessidades da cultura. Cuidar da água também significa proteger nascentes, matas ciliares e bacias hidrográficas que abastecem os projetos de irrigação. No simpósio, especialistas vão discutir a disponibilidade hídrica regional, os aspectos legais do uso da água e estratégias para conciliar produção agrícola e segurança hídrica no Vale.
A tecnologia tem transformado a forma como a irrigação é planejada, monitorada e executada no campo. Sensores de umidade, estações meteorológicas e softwares de manejo permitem decisões mais precisas sobre quando e quanto irrigar. Drones e sensoriamento remoto via satélite ajudam a identificar falhas em pivôs, gotejadores e aspersores antes que se tornem problemas maiores. A automação de sistemas de irrigação reduz a necessidade de intervenção manual e melhora a eficiência energética das bombas. Ferramentas de inteligência territorial também apoiam o planejamento da expansão da irrigação de forma sustentável. No simpósio, pesquisadores vão apresentar aplicações práticas dessas tecnologias voltadas à realidade da agricultura irrigada no Vale do Jequitinhonha.
O avanço da agricultura irrigada depende da troca constante entre ciência, extensão rural e a experiência prática dos produtores. Universidades, institutos de pesquisa e órgãos como a EMBRAPA vêm produzindo conhecimento técnico-científico sobre manejo de água, solo e culturas irrigadas. Compartilhar esse conhecimento em eventos como o simpósio aproxima pesquisadores de quem está no campo tomando decisões todos os dias. A sessão de pôsteres, por exemplo, permite que estudantes e profissionais apresentem seus trabalhos e recebam retorno de especialistas renomados. Esse diálogo entre teoria e prática é o que transforma pesquisa em resultado concreto para o produtor. O objetivo é que cada participante saia do evento com ferramentas melhores para decidir sobre irrigação em sua propriedade.
Produzir de forma sustentável significa equilibrar produtividade agrícola com o cuidado com os recursos naturais disponíveis. Na agricultura irrigada, isso passa por técnicas como a fertirrigação, que aplica nutrientes junto com a água de forma dosada, reduzindo desperdício e contaminação do solo. A eficiência energética dos sistemas de bombeamento e a escolha de equipamentos adequados também diminuem o impacto ambiental da irrigação. Preservar a qualidade do solo, evitar a salinização e respeitar a capacidade de recarga dos aquíferos são cuidados essenciais para a sustentabilidade a longo prazo. O simpósio vai debater a viabilidade técnica e ambiental de diferentes projetos de irrigação, sempre com foco na sustentabilidade da produção no Vale do Jequitinhonha.
A irrigação bem manejada é uma das ferramentas mais eficazes para aumentar a produtividade agrícola, especialmente em regiões com chuvas irregulares como o Vale do Jequitinhonha. Culturas como café e frutas se beneficiam diretamente de sistemas de irrigação bem projetados, que garantem fornecimento de água nos períodos críticos de desenvolvimento. Avaliar a eficiência dos projetos, corrigir falhas de uniformidade e ajustar o manejo ao longo do ciclo da cultura são estratégias que elevam o rendimento por hectare. Aliar irrigação a boas práticas de adubação e manejo fitossanitário potencializa ainda mais os resultados produtivos. No simpósio, palestras sobre cafeicultura e fruticultura irrigadas vão mostrar, com exemplos práticos, como aumentar a produtividade sem comprometer a sustentabilidade da produção.
Evento organizado pela UFVJM, com fomento da FAPEMIG e participação de instituições parceiras.